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SEXTA-FEIRA É DIA DE POESIA Boato dizem: quando se está amando a pele fica igual a seda, manchada, até mancha no coração não sai, também comentam cardiologistas procuram a cura em bisturis que buscam cirurgias impossíveis em vão: feito um bicho-de-seda, o coração se enrosca numa tênue teia de aranha asfixiado : procurando o bote salva-vidas para respirar tua pele morena (Linaldo Guedes)
Escrito por Linaldo Guedes ?s 09h52
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Agora é lei e também é proibido fumar em bares, etc, etc e etc na Paraíba. Assim como foi feito em outros estados da federação. Alguns bares já começam a ser visitados com mais assiduidade pelas moscas, com as ausências dos fumantes. Enquanto isso, botecos ganham status e aumenta número de frequentadores. Vi, dia desses, foto antiga minha no orkut do amigo Fernando Moura.
Tinha vinte e poucos anos, mas parecia bem mais velho. De óculos tipo John Lennon, cabelos grandes e assanhados e magrérrimo. Parecia estar muito louco, numa foto com minha grande família. Tempos loucos aqueles. A Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) divulgou a programação completa para a 15ª Mostra Estadual de Teatro e Dança, que será realizada entre os dias 21 a 28 deste mês, no Teatro Santa Roza, encerrando as comemorações pelos 120 anos do teatro.
Foram classificados 44 espetáculos das cidades de João Pessoa, Areia, Itabaiana, Cajazeiras, Santa Rita, Campina Grande, Solânea, Cabedelo, Juripiranga e Lucena. Além de apresentações de teatro e dança, a mostra terá oficinas e debates. A solenidade de abertura será no próximo sábado (21), às 18h30, seguida pela apresentação de seis espetáculos de teatro e dança no palco do teatro e no Bar dos Artistas, além de um show musical. Vamos lá, gente. Um poema inédito de Ademir Assunção, que gostei muito, extraído do blogue, cujo link está ai ao lado. DUPLO Eu não existe. Eu não é um outro. Ninguém inventou a modernidade. Nem Rimbaud, nem Whitman, nem o Batman. Eu adorava quando você me pedia pra segurá-la pela cintura e puxá-la bem forte. Golfinhos saltavam na maré da pele branca. A modernidade é uma garota de lábios carnudos chupando um sorvete de pistache. Eu não vou entregar todos os segredos. As obscenidades sussurradas no ouvido. As flores vermelhas que foram pro lixo. Os cortes nos braços serão minhas cicatrizes. Vão se apagar. Mas lembrarei delas. Uma por uma. Na próxima vez que me ver no bar me ofereça ao menos uma dose de uísque.
Escrito por Linaldo Guedes ?s 10h43
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Esses estranhos escritores Clotilde Tavares Todos temos nossas esquisitices. Caetano Veloso diz que "de perto ninguém é normal", e ninguém está livre de cultivar um hábito ou uma mania estranha. Como sou escritora e também tenho minhas manias, compartilho hoje com você, meu caro leitor, algumas manias estranhas de colegas escritores. Goethe escrevia em pé. Ele mantinha em sua casa uma escrivaninha alta. Hemingway também colocava a máquina de escrever numa prateleira da estante. E eu, durante um período de intensas dores na coluna, passei um tempo escrevendo em pé. Ainda faço isso, quando estou muito excitada com um trabalho novo e não consigo ficar sentada enquanto escrevo. Pedro Nava aparafusava os móveis de sua casa a fim que ninguém os tirasse do lugar. Nilo Tavares (meu pai) colava os pés da mesa no chão com Araldite, pelo mesmo motivo. Gilberto Freyre não sabia ligar sequer uma televisão. Todas as obras foram escritas a bico-de-pena, como o mais extenso de seus livros, Ordem e Progresso, de 703 páginas. Aluísio de Azevedo, antes de escrever seus romances, desenhava e pintava, sobre papelão, as personagens principais, mantendo-as em sua mesa de trabalho, enquanto escrevia. Já Carlos Drummond de Andrade imitava com perfeição a assinatura dos outros. Falsificou a do chefe durante anos para lhe poupar trabalho. Ninguém nunca notou. Érico Veríssimo era quase tão taciturno quanto o filho Luís Fernando, também escritor. Numa viagem de trem a Cruz Alta, Érico fez uma pergunta que o filho respondeu quatro horas depois, quando chegavam à estação final. Monteiro Lobato adorava café com farinha de milho, rapadura e içá torrado (a bolinha traseira da formiga tanajura), além de Biotônico Fontoura. "Para ele, era licor", diverte-se Joyce, a neta do escritor. Manuel Bandeira sempre se gabou de um encontro com Machado de Assis, aos dez anos, numa viagem de trem. Puxou conversa: "O senhor gosta de Camões?" Bandeira recitou uma oitava de Os Lusíadas que o mestre não lembrava. Na velhice, confessou: era mentira. Tinha inventado a história para impressionar os amigos. Jorge Amado para autorizar a adaptação de Gabriela para a tevê, impôs que o papel principal fosse dado a Sônia Braga. "Por quê?", perguntavam os jornalistas, Jorge respondeu: "O motivo é simples: nós somos amantes." Ficou todo mundo de boca aberta. O clima ficou mais pesado quando Sônia apareceu. Mas ele se levantou e, muito formal disse: "Muito prazer, encantado." Era piada. Os dois nem se conheciam até então. JORNALISTA, ESCRITORA E ESCREVE ÀS QUARTAS-FEIRAS NESTA COLUNA clonews@digi.com.br (Artigo publicado no jornal A União, edição de 18.11.09)
Escrito por Linaldo Guedes ?s 10h33
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Ando meio nômade, ultimamente. Dividido entre Jaguaribe, Jardim Planalto e Bessa. Na mala do carro, sempre sobra espaço para um sacola com roupas e outras cositas necessárias no dia-a-dia. Alguns podem achar chato, essa vida de cigano. Feito Polyana, procuro sempre o lado positivo, que, penso, é não criar raízes. E extrair o melhor de cada bairro. Em Jaguaribe, a calma, o silêncio, a nostalgia da infância transformada em tranquilidade; no Jardim Planalto, a companhia da família, a lembrança do pai, o carinho da mãe; no Bessa, a brisa morena que traz paixão e provoca novos futuros. Assim, o zumbi pode estar em todos os lugares e não estar em nenhum. O que faz com que a poesia tenha várias traduções e se filie a todas as anti-escolas literárias.
Escrito por Linaldo Guedes ?s 10h07
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Crack Heitor Brasileiro Não havia mais caminho só uma pedra. Poema de Heitor Brasileiro que integra a coletânea “Diálogos – Panorama da nova poesia grapiúna!, organizada pelo poeta Gustavo Felicíssimo e que reúne poetas baianos. Entre os nomes que integram a coletânea estão, além de Heitor, Édson Cruz, Noélia Estrela, Piligra, George Pellegrini, Rita Santana, Fabrício Brandão, Daniela Galdino, Mither Amorim e Geraldo Lavigne. Muito bem editada, a coletânea nos dá um apanhado da nova poesia baiana. Vale conferir, sim.
Escrito por Linaldo Guedes ?s 09h54
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SEXTA-FEIRA É DIA DE POESIA Adulta infância bumba-meu-boi rasga mortalha cuca bicho papão o homem do saco sombras na parede... tanto medo aos 12 aos 40, medo só de seus olhos de graúna. (Linaldo Guedes)
Escrito por Linaldo Guedes ?s 09h04
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MUITA bonita a homenagem aos 120 anos do Teatro Santa Roza, ontem à noite. Os mini-shows de Beto Brito, Pinto do Acordeon, Orquestra Sinfônica, Ana Gouveia e Renata Arruda deram conta do recado. A Orquestra, pra variar, foi a estrela da noite, tocando de Tchaikowski a Ravel, passando pela música popular. Gostei particulamente de Pinto do Acordeon e Beto Brito, além da orquestra, claro. Renata Arruda pareceu nervosa ao tocar pela primeira vez com uma orquestra sinfônica. Mas, óbvio, são minhas opiniões. E só. No mais, o Santa Roza é nosso templo cultural, sim. Ontem, o teatro estava lotado, mas é de se lamentar a ausência de jornalistas ao evento, fora os que estavam fazendo a cobertura profissional. Como disse uma amiga, foi-se o tempo em que os eventos culturais da cidade ficavam lotados de jornalistas. Hoje, a turma parece querer saber apenas dos modismos musicais ou das boates. TAMBÉM foi bacana a homenagem a Astier Basílio, no Café Verso e Prosa de Susy Lopes. Talvez um dos melhores saraus do evento. Participativo, envolvente e com um grande astral. Detalhe: a turma de teatro compareceu em peso para prestigiar o evento. Já a turma de Literatura, fora um ou dois gatos pingados, nem nem... É que nossos literatas só prestigiam lançamentos de livros e às vezes esquecem que saraus como esses são bacanas pela oportunidade de reencontrar amigos, jogar conversa fora e se divertir mesmo, enfim.
Escrito por Linaldo Guedes ?s 10h14
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Solenidade nesta quarta-feira (11) marca os 120 anos do teatro Santa Roza O palco do centenário Teatro Santa Roza recebe, na noite desta quarta-feira (11), autoridades e artistas para a solenidade oficial em comemoração aos 120 anos da mais antiga casa de espetáculos de João Pessoa e a 5ª do país, celebrando o aniversario ocorrido o último dia 3 de novembro. O ponto alto do evento será a apresentação da Orquestra Sinfônica da Paraíba, que irá receber, no palco, as cantoras Renata Arruda e Ana Gouveia. A programação de aniversário, elaborada pela Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), está sendo realizada desde o dia 3 e prossegue até 28 deste mês, com espetáculos de teatro, dança e música. Antes da abertura oficial, duas atividades vão animar o público na Praça Pedro Américo, em frente ao Santa Roza, a partir das 17 horas: performance da Trupe Arlequim e aula pública de balé clássico. Em seguida, às 19h, no hall do teatro, será lançado o livro “Santa Rosa: Um Teatro de 120 Anos (1889-2009)”, da jornalista e escritora Fátima Araújo, que também é autora da obra “Santa Rosa, Um Teatro Centenário”, lançada na ocasião do aniversário de 100 anos do teatro, em 1989. Um documentário sobre o Santa Roza abre a solenidade oficial, que terá a presença do governador José Maranhão, do secretário de Educação e Cultura, Sales Gaudêncio, e do presidente da Funesc, Maurício Burity. Na sequência, a música vai abrilhantar a noite em comemoração ao tradicional teatro paraibano, começando pelo cantor, cordelista e rabequeiro Beto Brito, que divide o palco do teatro com o cantor e compositor Pinto do Acordeon. Logo depois, será a vez da Orquestra Sinfônica da Paraíba subir ao palco ao lado da cantora Renata Arruda, que será a primeira solista da noite na execução das músicas “Foi Deus quem fez você”, de Luis Ramalho, e “Porta do Sol”, de Fuba. A cantora lírica e vice-presidente da Funesc, Ana Gouveia, vai participar do concerto interpretando as músicas ‘O mio babbino caro”, de G. Puccini, e “O fantasma da ópera”, de A. L. Webber. A Orquestra Sinfônica da Paraíba encerra a apresentação com a execução das peças “Marcha Eslava”, de Tchaikowsky, e “Bolero”, de Ravel. O concerto terá regência do maestro Luiz Carlos Durier. A solenidade oficial se desenrola no palco do Santa Roza. Um telão será montado em frente ao teatro para o público poder acompanhar toda a solenidade da Praça Pedro Américo. A noite termina com discotecagem de Carlos Dowling no Bar dos Artistas, a partir das 23 horas, com entrada franca ao público. Confira a programação: 11/11/2009 – QUARTA-FEIRA – SOLENIDADE OFICIAL HORA EVENTO LOCAL 17h Performance da Trupe Arlequin Praça Pedro Américo 18h Aula Pública de Balé Clássico Praça Pedro Américo 19h Lançamento do livro ‘Santa Rosa: Um Teatro de 120 Anos (1889-2009)’ Hall do Teatro 19h Abertura Oficial Palco 20h Beto Brito e Pinto do Acordeom Palco 20h30 Orquestra Sinfônica da Paraíba Palco 21h Renata Arruda Palco 21h30 Ana Gouveia Palco 22h30 Show de Encerramento com Carlos Dowling Bar dos Artistas 12/11/2009 – QUINTA-FEIRA HORA EVENTO LOCAL 17h Aula Pública de Dança Flamenca Praça Pedro Américo 18h Meidifêra Praça Pedro Américo 19h Coro Infantil da Paraíba Coral da Funesc Palco 20h ESPARRELA Palco 21h Show de Encerramento com DJ INOCÊNCIO Bar dos Artistas 18/11/2009 – QUARTA-FEIRA HORA EVENTO LOCAL 17h Aula Pública de Balé Clássico Praça Pedro Américo 18h Malazarte, Cancão, Trupizupe Praça Pedro Américo 19h Saída Praça Pedro Américo 20h Os Sete Mares de Antônio Palco 21h Show de Encerramento com Flamarion Bar dos Artistas
Escrito por Linaldo Guedes ?s 09h25
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Astier Basílio é o homenageado desta noite no sarau ‘Café em Verso e Prosa’, em Tambaú Por: TIAGO GERMANO Projeto coordenado pela atriz Suzy Lopes, o ‘Café em Verso e Prosa’ deste mês homenageia o poeta e jornalista Astier Basílio, repórter do JORNAL DA PARAÍBA. O projeto, que ocorre mensalmente no Empório Café, acontece hoje, às 20h, e terá performance teatral da atriz e recital de poemas com o autor. Poemas do livro Eu Sou Mais Veneno que Paisagem (Câmara Brasileira dos Jovens Escritores, 2008), último do poeta, estarão expostos num varal poético instalado no café. Segundo Suzy Lopes, a obra irá também dar o tom de sua apresentação, que está calcada no universo explorado pelo livro. No recital, Astier Basílio declamará poemas de sua recente lavra: “Estou preparando para o sarau uma série de seis ou sete poemas novos e inéditos”, afirma o autor, que ultimamente tem também se dedicado à prosa. “A prosa ainda está em estado de laboratório, e continuará, enquanto eu não encontrar uma certa ordem para ela”, diz Astier. Campinense, Astier Basílio mora há cinco anos em João Pessoa e figura na antologia O Cangaço na Poesia Brasileira (Escrituras, 2009), organizada por Carlos Newton Júnior, ao lado de nomes como João Cabral de Melo Neto e Ariano Suassuna. O ‘Café em Verso e Prosa’ ocorre desde 2005 e já homenageou este ano poetas como Antônio Mariano e André Ricardo Aguiar. O evento é aberto ao público e tem entrada franca. (Jornal da Paraíba, 10.11.09)
Escrito por Linaldo Guedes ?s 09h15
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Pingos do fim de semana Flamengo é uma emoção diferente, ela me diz. E é verdade. O time quando entra em campo em jogo decisivo mexe com todo o país. Metade torce contra; a outra metade vibra com o time. E que vibração quando Petkovic pega na bola e trata ela com tanto carinho que parece tão fácil ser jogador de futebol! E Adriano, então, o imperador soberano na área, a fazer gols como quem brinca na praia? É Flamengo, você é um time diferente, sim. Só sabe quem torce. E o Vasco, hein? Está de parabéns por retornar à primeira divisão. Mereceu, pela força do time e por Roberto Dinamite. E continuo achando que o Vasco tem a segunda maior torcida do Brasil. Aqui pelo Norte e Nordeste a torcida do Corintians quase não existe. Já a do Vasco... A nova mania de Vinícius é ler os créditos dos filmes que assiste. E não é que o danado sabe o nome dos diretores dos filmes todos? Acabo aprendendo mais sobre a sétima arte com ele do que com os críticos de cinema. Moacir Japiassu me envia e-mail carinhoso de São Paulo, reclamando de meu silêncio e pedindo poemas inéditos meu. Não estou em silêncio, apenas, como falei para o poeta Hildeberto Barbosa Filho, sábado, estou adorando dar um tempo dos bastidores do mundo literário, mundo este sempre menos fascinante e mais asqueroso do que a literatura em si. Mas continuo escrevendo meus poemas, prestigiando os eventos literários da terrinha e acompanhando tudo que envolve literatura. Outro e-mail. Agora de Virgínia Silva. Convite para participar do programa de rádio Zona Livre, do Curso de Radialismo e TV da UFPB, que é gravado na Tabajara. O tema: sarau poético. A gravação é sábado pela manhã. Estarei lá, com certeza. Ele me diz que o século XXI é andrógino; o outro fala que o futuro é Bi. Pode ser. Mas não entendo o ranço e o espírito sempre armado de alguns e algumas homos, bis e afins. A vida é bem mais leve, continuo achando assim.
Escrito por Linaldo Guedes ?s 11h06
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O MUNDO “VIRTUAL” DE HENRIQUETA O surgimento de sites especializados em publicação e comércio eletrônico de livros está fazendo surgir novos autores que antes “estavam anônimos e sem territórios”. O paraibano Francisco de Oliveira Bispo é uma prova disso. Aos 63 anos de idade publicou e já vendeu seu primeiro livro no site que inaugura esse tipo de setor no comércio eletrônico brasileiro. “O Mundo de Henriqueta”, romance de estréia do novo autor, está à venda desde o início do mês de outubro no site www.clubedeautores.com.br. Segundo Bispo, o Clube de Autores permite a publicação gratuita de livros de forma 100% sob demanda. “O autor pode determinar quanto deseja ganhar por venda e disponibilizá-lo na loja sem pagar absolutamente nada por isso. Uma vez lá, todo e qualquer usuário pode adquiri-lo”. Quando o livro é comprado, o pedido vai diretamente para a gráfica, que imprime um a um, dá o acabamento final e despacha para o comprador. O autor recebe de direitos autorais sobre o valor que está à venda. Sobre o Mundo de Henriqueta Com 144 páginas, o livro traz um enredo que gira em torno de Henriqueta, mulher de algum poder aquisitivo que tem um certo apreço por animais domésticos. Estes lhes garante seu sustento participando de exposições pelo Brasil. Ao mesmo tempo administra um casarão com mão de ferro e embora trate bem aos empregados tem verdadeira ojeriza pelos seres humanos. Seu primo Gabriel retorna do Rio de Janeiro onde vivia há anos com a mulher e dois filhos e acaba conhecendo Henriqueta. O primo então começa a perceber que aos poucos sua vida toma um novo rumo. Gabriel na tentativa de sobreviver às agruras do passado, a partir desse encontro, vive uma pequena odisséia em busca de sua realização pessoal. Passa a reviver seu passado ao mesmo tempo em que tropeça no futuro. Surpreende a si mesmo e aos que o rodeiam com comportamentos às vezes absurdos e inconseqüentes. Tais fatos acontecem na cidade fictícia de Riacho Limpo criada através de uma visão geográfica da cidade de Rio Tinto no litoral Norte da Paraíba. Sobre o autor Francisco de Oliveira Bispo é paraibano, natural de Rio Tinto – cidade que serve de inspiração e muitas vezes de cenários para suas histórias. Em 2008, foi selecionado entre os 72 finalistas do Concurso Nacional de Literatura do Sesc com o romance “Mangrulhos”, que está para ser publicado por outra editora, com quem já assinou contrato. Já escreveu crônicas e contos para o Jornal O Norte, da capital paraibana nos anos de 1980 e 1990, e para a Revista Nacional do Rio de Janeiro. O livro está à venda no link www.clubedosautores.com.br. Assessoria de Imprensa Calina Bispo / 83 8710 3334
Escrito por Linaldo Guedes ?s 09h22
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SEXTA-FEIRA É DIA DE POESIA Carta a uma cigana cigana, queria escrever mais que uma mensagem para explicitar desejos epístola de silêncios descrevendo com minúcias cheiros, sons e sentidos cada detalhe que se esconde por trás de dobras e sorrisos ou de amuos, achaques, indiferenças cigana, você sabe que uma carta há de sempre ser mais que uma carta - é o endereço aflito daquilo que não se realiza é a correspondência fatal: aquilo que se teme abrir: letras e garranchos em confusão de expectativas recados cifrados indecifráveis cigana, esta jamais haverá de ser uma carta de amor será sempre mais que isso: uma carta do amor levando através do pombo correio eletrônico vôos que não se aprofundam por falta de asas vôos que só existem porque queremos voar sempre para o lugar que não conhecemos cigana, quando chegas de mansinho, com o sorriso maroto, safado até fico perdido, sem saber como sair do chão e voar para o além que meus olhos querem porque seu olhar às vezes dissimula como o de capitu não à toa, uma outra cigana oblíqua e dissimulada a ressaca não vem dos seus olhos mas da moral, como um muro cai ao cair da noite só que, ao contrário de capitu, você dissimula apenas olhares o mais deixa escapar através da retina negra dos olhos e a poesia percebe o que foge da dissimulação e faz vida, ao se perder por entre sua pele morena: em busca de açoites masoquistas para minha alma. (Linaldo Guedes)
Escrito por Linaldo Guedes ?s 09h42
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Moacir C. Lopes 50 anos de literatura A partir de novembro de 2009, o romancista dos mares comemora 50 anos de carreira. Seu 1º romance Maria de cada porto foi publicado em 1959. Seu livro mais conhecido é A Ostra e o Vento, obra adaptada para o cinema nacional por Walter Lima Jr. O filme teve a aceitação popular com sucesso de público. O roteiro tem publicação da editora Rocco. Grandes autores e especialistas elogiaram sua obra, como Luís da Câmara Cascudo, Jorge Amado, Rachel de Queiroz, Antonio Olinto, Alceu Amoroso Lima, M Cavalcanti Proença, Wilson Martins, Fernando Py, Flávio Moreira da Costa, entre tantos outros, inclusive críticos estrangeiros. A editora Quartet vem editando e reeditando suas obras recentes e esgotadas. Moacir c. Lopes nasceu em Quixadá-CE. É autor consagrado da literatura brasileira, com seus livros traduzidos para vários idiomas. Além de romances com a temática do mar, escreve ensaios e literatura infanto-juvenil. Atualmente, vive no Rio de Janeiro com sua esposa, a escritora Eduarda Zandron.
Escrito por Linaldo Guedes ?s 10h17
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"Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele - isso é algo que sempre deveríamos ter presente". – Claude Lévi-Strauss, aos 97 anos, em 2005, quando recebeu o 17º Prêmio Internacional Catalunha, na Espanha O antropólogo morreu ontem. Entre 1935 a 1939, Lévi-Strauss lecionou sociologia na recém-criada Universidade de São Paulo, juntamente com os professores integrantes da missão francesa, entre eles: sua mulher Dina Lévi-Strauss, Fernand Braudel, Jean Maugüé e Pierre Monbeig. Junto com Dina, Strauss também excursionou por regiões centrais do Brasil, como Goiás, Mato Grosso e Paraná. Publicou o registro dessas expedições no livro Tristes Trópicos(1955), neste livro ele conta inclusive como sua vocação de antropólogo nasceu nessas viagens.
Escrito por Linaldo Guedes ?s 09h45
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A “GESTÃO” CHICO CÉSAR Ed Porto Na abertura da 2ª Conferência Municipal de Cultura de João Pessoa (COMCULT JP), ocorrida de 15 a 17 de outubro de 2009, lancei o seguinte desafio ao Chico César: assuma de fato a gestão da FUNJOPE ou renuncie. Usei como argumento o fato de que não honram, há 2 anos, um edital de literatura onde 10 artistas deveriam ser contemplados com a publicação de suas obras (não me inscrevi neste edital). Este problema perpassa três gestões desta Fundação, incluindo, obviamente, a atual. Sugeri que Chico César passasse mais tempo na cidade, para tentar resolver os problemas da Fundação. Ele respondeu que ao assumir, há cerca de 5 meses, se comprometeu a fazer shows apenas nos finais de semana e fora da Paraíba. Também disse que morava aqui na Ponta do Seixas e que eu estava fazendo acusação leviana. Não tive direito à réplica: cassaram minha fala. Pretendo rebatê-lo agora neste espaço. É sabido que Chico César se dedica muito mais á sua carreira do que à gestão da cultura local (e não me venha com o argumento de que vive aqui ou de que o pessoal da FUNJOPE o substitui quando viaja). O fato é que desde que assumiu, ele cumpre normalmente sua agenda de shows. Fez turnê pela Europa em julho, cumpriu agenda em agosto e, em setembro, com seis shows em dias úteis, três aos sábados e um no domingo. E olha que Chico disse em público que faria shows apenas nos finais de semana! (imprimi agenda em seu site http://www2.uol.com.br/chicocesar), e em outubro (curiosamente em sua agenda de outubro só constam três shows: um em Buenos Aires (Argentina), e outro em Parauapebas (PA). Todavia, segundo informações de músicos locais, em outubro Chico fez outros shows em Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro. Será que Chico está omitindo dados de sua agenda oficial? Um diretor executivo de um cargo público deve agir assim? Um dos temas da 2ª COMCULT foi cidadania. Cadê a cidadania? Ela deveria começar pelos artistas. Quais os resultados práticos da gestão quase semestral de Chico César? Enquanto ele faz shows, artistas contemplados em editais não recebem a devida premiação. Enquanto viajava, o pessoal abnegado da FUNJOPE, com baixo salário, trabalhava na organização da 2ª COMCULT JP, no Circuito das Praças etc. Este pessoal faz parte dos novos Sem-Teto, amontoados no Casarão 34, sem dignas condições de trabalho. Cidadania começa pelos funcionários. Cadê a gestão de Chico em prol dos funcionários? Poderia se dedicar mais para tentar resolver os muitos problemas da FUNJOPE que carece do empenho de seu diretor executivo, e não de seus substitutos. Reitero o desafio a você Chico César: assuma de fato e de direito a FUNJOPE; ou renuncie para que o prefeito e seus assessores culturais nomeiem alguém dedicado à gestão cultural da cidade. (Ed Porto é poeta paraibano. Este artigo foi publicado no jornal Correio da Paraíba)
Escrito por Linaldo Guedes ?s 09h38
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